Conteúdo institucional do ProfeAI.
Revisado por Isabella Ruas, educadora e cocriadora do ProfeAI.
23 de agosto de 2026 · 7 min
Atualizado em 8 de setembro de 2026
Diagnóstica, formativa e somativa não são três nomes para a mesma prova: são três instrumentos que respondem perguntas diferentes, em momentos diferentes. Confundi-los custa caro: nota onde não devia ter, dado que não vira decisão, e a sensação de avaliar o tempo todo sem saber mais nada sobre a turma.
Esta página compara os três. Se você já sabe qual precisa e o que quer é montar a do fechamento, o que ela mede, quando entra e como distribuir os pontos, está em avaliação somativa.
As três perguntas
- Diagnóstica: "de onde estamos partindo?" Antes de ensinar. Mapeia pré-requisitos e lacunas. Não vale nota (por quê).
- Formativa: "está funcionando?" Durante o processo. Serve para VOCÊ ajustar a rota enquanto ainda dá tempo.
- Somativa: "o que ficou?" Ao final de uma etapa. É a que fecha o ciclo e, aí sim, gera nota (avaliação somativa, em detalhe).
Na prática de um bimestre
Semana 1: diagnóstica curta, só com pré-requisitos do que vem, tabulada por habilidade, decide o que retomar. Semanas 2 a 8: formativa embutida nas aulas: saída de 2 questões, produção recolhida, observação com registro; é o campo de avaliação do plano de aula funcionando. Semanas 9 e 10: somativa: prova, trabalho ou produção final, avaliada com critérios que a turma conhecia antes (uma rubrica resolve isso).
Os cruzamentos que dão errado
- Diagnóstica com nota: contamina o dado e pune o que ainda não foi ensinado.
- Só somativa: a informação chega quando não há mais tempo de agir; a recuperação vira ritual.
- Formativa que não muda nada: recolher a atividade e seguir o plano original é coletar papel, não avaliar.
- Somativa surpresa: cobrar o que não foi ensinado ou com critérios que a turma desconhecia.
Um mesmo instrumento pode trocar de papel
A mesma lista de exercícios é formativa se você a usa para ajustar a aula seguinte, e somativa se fecha o bimestre com nota. O tipo não está na prova: está no uso do resultado. Por isso a pergunta certa na hora de planejar não é "que prova vou dar", e sim "que decisão esse resultado vai alimentar".
O custo de manter os três rodando
O motivo de tanta turma viver só de somativa é operacional: montar e corrigir três tipos de instrumento consome horas. O ProfeAI gera avaliação diagnóstica, formativa ou somativa a partir das habilidades da sua turma, com gabarito, e a correção por foto devolve o resultado por habilidade. A decisão do que fazer com cada resultado, que é onde a avaliação de fato acontece, continua com você. O mergulho em cada tipo: diagnóstica e como elaborar uma prova.